sexta-feira, 18 de agosto de 2017

"Torne-se professor e aumente sua renda", uma reflexão por Juan Cosme







Há tempos uma propaganda não me fazia refletir tanto. A nossa sociedade precisa repensar pra ontem o papel do professor e a sua função social. Professor não é um bico, uma ocupação pra complementar a renda. Professor é uma profissão honrada que necessita dedicação e esforço diário, com muito trabalho pra casa e, infelizmente, pouca valorização (nem sentimental, nem financeira). A desvalorização financeira nos obriga a nos desdobrar em várias escolas, alunos particulares e trabalhos extras para compor uma renda digna. Isso é não é novidade pra ninguém. Meu amigos, inclusive, já estão acostumados com os meus horários loucos e a recusa a vários programas para poder trabalhar em horários alternativos, inclusive no final de semana. A desvalorização sentimental é aquela que faz a família, hoje em dia, ficar menos empolgada quando o filho conta que quer ser professor do que quando ele diz que quer ser um médico, um engenheiro ou um advogado. Os filhos das classes média e alta no nosso país não têm a carreira do magistério como um caminho digno ou possível. Afinal, para muitos ser professor é escolher morrer de fome ou abraçar a hipossuficiência, mesmo sendo obrigado a estudar e se atualizar eternamente. Ser professor é ser taxado de vagabundo quando reivindica seus direitos trabalhistas, porque ele "só dá aula". Aliás, é o sentimento de "só dar aula" que propõe esse pensamento atrasado de mostrar a profissão como complemento de renda, o famoso bico. O país precisa de professores que se sintam professores e não que estejam professores. Por uma carreira digna, não de complementação, precisamos brigar. Por mais gente que seja e não que esteja. O ser te garante o crescimento, o preparo do terreno, o cuidado com a vegetação que ali cresce. Há uma consciência da sua função. O estar se associa a tirar o máximo de proveito daquilo enquanto é útil. Usufruir e depois abandonar. Explorar. E propagandas como essa se aproveitam da lamentável realidade social e não incentivam em nada a capacitação profissional e a valorização do professor. Professor não é bico. Ser professor não é complemento de renda. 

Obrigado pelo desserviço, Faculdade Anhanguera e Luciano Huck.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Morar fora - Daniela Carvalho

Sobre morar fora: Apenas vá. Leve excesso de coragem. Esqueça a preocupação. Sua mala não vai ultrapassar o limite permitido. Não será extraviada. Mas certamente vai estar cheia de itens desnecessários. Ainda que as coisas mais importantes nunca possam ser transportadas… Apenas vá. Sua família, amigos e cachorro sobreviverão sem você. E embora isso conforte. É inegável a tristeza que traz. Apenas vá. A dor das despedidas será lentamente substituída pelo entusiasmo da nova vida. O agente de imigração vai ser mais simpático do que você imaginava. E você vai chegar inteiro. Nocauteado, mas inteiro. E não se preocupe se você vai passar frio. Se o vento sopra forte demais. Ou se o calor é insuportável. Você vai dar um jeito. Você vai conseguir viver sem aquele papaia matinal que só tem no Brasil. Sem aquele pão fresquinho com requeijão… E descobrirá que até sem toddynho vive o homem. Você vai encontrar tudo do que já sentia falta mesmo antes de partir: Uma academia baratinha, um parque sossegado, um novo bar preferido. Acredite: é possível que até toque forró e sertanejo. Talvez você continue frequentando eventos brasileiros. Talvez se interesse por salsa, culinária tailandesa ou espiritualidade indiana Pode ser que passe a apreciar vinho francês ou a valorizar uma cachaça barata. Talvez você chore ao ouvir o hino nacional ou queira abraçar um velhinho na rua. Pode ser que doa forte quando o sobrinho negar papo ao telefone ou quando você se ver recusando vários convites importantes… Pode ser que nem lembre das coisas que deixou pra trás ou pense nelas diariamente. Descobrirá que: dá pra viver sem carro, não vai ficar anêmico por falta de pão de queijo, nem careca porque ainda não achou o shampoo certo. Você vai dar um jeito. Vai achar um lugar pra morar. Um emprego pra te pagar. E um ombro onde chorar. E vai descobrir que a gente precisa de muito menos do que imagina e muito mais do que nunca imaginou.


sábado, 1 de outubro de 2016

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM CONTAÇÃO DE ESTÓRIAS INFANTIS - CERTIFICADO PELO MHN/UFAL





A absoluta falta de um curso de capacitação para fazer reciclagem com certificação, em nosso Estado, foi o ponto inicial para a formatação de um curso. Somamos a isso, experiência nas faculdades de Pedagogia e parceiros comprometidos com a Educação e cá estamos na 3ª edição.
Diante disso, venho através deste, convidá-lo a participar do nosso curso de QUALIFICAÇÃO EM CONTAÇÃO DE ESTÓRIAS INFANTIS. Será certificado com 16 horas, pelo Museu de História Natural da UFAL,Universidade Federal de Alagoas.
O evento é direcionado, principalmente, a todos os professores, estudantes de Pedagogia, e toda e qualquer pessoa a partir de 15 anos de idade, que utilizam/gostam a CONTAÇÃO DE ESTÓRIA.
Temos como parceiros: 

Museu de História Natural da UFAL
Kumon - Ponta Verde - Maceió/AL  
Restaurante Temaki 10 - AL
Rádio Gazeta AM - Maceió-AL
Livraria Leitura - AL
Editora Cortez - SP
Patoral da Criança- AL


                                                  INFORMAÇÕES

1) A duração do curso é de 3 tardes de sábados: dias 08/15 e 22 de Outubro/2016, no horário de 14h às 18h; sendo que no dia 22 de Outubro, começaremos às 13h e vamos até o encerramento das atividades, com a apresentação de contação de estória, feita pelos próprios participantes do curso;

2)  WhatsApp  +55 (82) 9 8718 - 6684

3) Email: professorasimonelessa@yahoo.com.br


Simone Maria de Lima Lessa
Profª Mestra em Educação e Interdisciplinaridade
Facilitadora Educacional